30 Anos de Luta

A Semana de Combate ao HIV da Univali foi marcada por eventos que serviram para alertar a comunidade e os acadêmicos sobre o vírus. Uma das ações foi organizada pela Secretaria Municipal de Saúde de Itajaí, na quarta-feira, 30 de novembro. A ação vinha sendo organizada desde julho, e reuniu aproximadamente 40 pessoas, entre profissionais da saúde, médicos e voluntários da Liga de Infectologia e do Projeto Escolhas.


O foco era principalmente nos jovens, para que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de quem convive com o vírus. Isso porque a maior taxa de incidência de HIV e AIDS se dá entre os 20 e 49 anos.


No dia 30, foram feitos testes rápidos para detecção do HIV, da sífilis e das hepatites B e C, doenças sexualmente transmissíveis. Até o ano passado, os testes rápidos eram feitos exclusivamente por punção digital, ou seja, um pequeno furo no dedo para colher uma amostra de sangue, que pode detectar as três doenças. Esse ano também foram fornecidos, pelo Ministério da Saúde, testes para o HIV, que usam o fluído oral para detecção.









Ambos os testes levam em média 20 minutos para ficarem prontos e, para o HIV, podem dar 100% de certeza, ou seja, não é necessário fazer um exame mais complexo. No entanto, os dois podem dar falsos positivos, portanto são colhidas duas amostras de cada.
Em Itajaí, são em média 150 novos casos por ano, sendo a quarta cidade com mais casos de HIV proporcionalmente à população. Aproximadamente 80% dos novos casos são por transmissão via sexual, por contato heterossexual, segundo Gabriela Barreto, gerente do DST/AIDS Itajaí, diferente do resto do país, onde a maior incidência de transmissão é por contato homossexual.




Os 20% dos casos restantes se dividem em contato sexual homossexual, compartilhamento de seringas infectadas e transmissão vertical. Essa última é a transmissão que acontece na gestação, no parto ou na amamentação, de mãe para filho. “A transmissão vertical tem sido muito bem controlada, então acaba não se ouvindo falar muito. Se a mãe tomar todas as medicações, a criança também, o risco de transmissão é bem baixo”, como Gabriela conta. 

Enquanto ainda não há a cura para o HIV, o Brasil trabalha com tratamento. Todos os medicamentos oferecidos aqui são gratuitos e distribuídos pelo Sistema Único de Saúde, o SUS, tornando o país um dos melhores em termos de políticas públicas para o HIV.

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